sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tartaruga Urgente

(Após receber um e-mail de Izaura Arêas, resolvi postar esse absurdo.  Fonte: in360.globo.com

 

Tartaruga de 200 Kg é encontrada morta cortada ao meio em São João da Barra

Segundo moradores, ela foi morta por uma das máquinas do Porto do Açu.

Uma tartaruga de cerca de 200 Kg foi encontrada morta em São João da Barra. Moradores enviaram fotos do animal, que estava com o corpo cortado praticamente ao meio. Segundo os moradores, a tartaruga foi morta por uma das máquinas do Porto do Açu. O Ibama esteve no local para fazer a perícia.

Em resposta, a empresa LLX disse que realiza, em parceria com o Projeto Tamar (Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas), um programa de monitoramento da desova de tartarugas marinhas. O monitoramento cumpre uma condicionante ambiental do licenciamento do porto e tem o objetivo de comparar os resultados obtidos antes, durante e após a conclusão da obra.

Na última temporada reprodutiva das tartarugas, que se estendeu de setembro de 2010 a março de 2011, foram registradas 946 desovas na área de influência do Superporto do Açu. Foi a temporada com maior número de desovas registradas na região desde o início do Programa.

Todos os dias, seis monitores, moradores locais treinados pelo TAMAR, percorrem 62 km de praia, entre Atafona e Barra do Furado, registrando qualquer ocorrência relativa às tartarugas marinhas. As ocorrências reprodutivas (como desovas) são georeferenciadas e marcadas com estacas numeradas para identificar sua localização. Nas ocorrências não reprodutivas, são coletados dados como o tamanho, a espécie e sexo das tartarugas. O local da ocorrência também é registrado por meio de GPS.
A tartaruga encontrada morta pelos moradores na praia do Açu / Foto: Projeto Tamar/Divulgação

Postagens sobre o assunto em:

Um Abraço
Roberta Feijó

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Vida Imortal de Henrietta Lacks

Por Ana Lucia Santana


Henrietta Lacks nasceu em 1920, numa propriedade de tabaco localizada no interior da Virgínia, e foi então batizada como Loretta Pleasant, membro de uma linhagem familiar de antigos escravos. Ao completar 21 anos ela se mudou com o marido David, primo em primeiro grau, para os arredores de Baltimore.
A Vida Imortal de Henrietta Lacks narra sua trajetória existencial e, acima de tudo sua morte; ela foi vítima de um câncer implacável e seu caso entrou para os anais da medicina, nos quais ela figura como um dos seres mais misteriosos de sua história. Sem querer ela contribuiu para que esta área da Ciência evoluísse velozmente no século XX.
Pobre, de cor negra e praticamente analfabeta, ela jamais poderia imaginar que suas próprias células propiciariam tanto progresso à Medicina. Aos 30 anos, a mãe de cinco filhos recebeu um cruel diagnóstico: um tumor mínimo no colo do útero se disseminou por todo o organismo e sugou suas energias, transformando-a em um ser tão debilitado que, na época, seu prontuário no Hospital Johns Hopkins, onde ela buscou socorro e acabou morrendo, em 1951, a descrevia como um “espécime miserável”.
Nesta instituição, uma equipe médica, sem notificar a paciente, retirou do local afetado uma pequena amostra e a ofereceu ao líder de pesquisas de cultura de tecidos do hospital. Logo o cientista percebeu que as células cancerígenas aí encontradas revelavam um comportamento incomum, nunca antes testemunhado.
Ainda que elas estivessem ausentes do corpo de sua doadora, continuavam a se reproduzir em um curto espaço de tempo, conquistando no ambiente apropriado características de aparente imortalidade. Elas logo foram nomeadas HeLa por invocarem as iniciais do nome da paciente.
Por seu imenso potencial elas foram manipuladas em diversas pesquisas acadêmicas e em núcleos tecnológicos, tanto nos EUA quanto em outros países. Destas investigações científicas emergiram uma riquíssima produção de remédios sintéticos e valores financeiros inimagináveis, hoje vinculados aos mais variados estudos no campo da genética. Tudo foi possível graças à negociação comercial em torno das células de uma mulher pobre que deixou descendentes em nenhum momento beneficiados por este progresso científico.
Sua família nunca foi notificada sobre esta questão e permaneceu ignorante de tudo até ser procurada pelos pesquisadores para estudos mais profundos. Não houve qualquer suporte financeiro ou de ordem moral pelo uso das células de Henrietta. Ironicamente sua autópsia menciona que os tumores espalhados por seu corpo se assemelhavam a pérolas, das quais nenhuma propiciou uma vida melhor aos seus familiares, os quais, muitas vezes, encontraram dificuldades para receber tratamento médico.

Sobre a Autora
Rebecca Skloot, jornalista que escreve para vários veículos de divulgação científica, procura consertar esta injustiça ao resgatar as memórias da mulher singela atingida por um raro câncer cervical, e ao criar uma fundação para a qual é encaminhada uma porcentagem dos lucros obtidos por esta obra.


Fonte:
http://www.infoescola.com/livros/a-vida-imortal-de-henrietta-lacks/

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Matheus, o garoto matador de passarinhos com medo de ir para o inferno

Gente esse vídeo deu no que falar...foram tantas visualizações que o nosso amiguinho vai fazer uma entrevista no programa da Eliane, e depois no fantástico...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ecologia e Conservação

Relatório de Trabalho de Campo


Ecossistema Costeiro – Costão Rochoso


Conhecendo o ecossistema costeiro: Costão rochoso.
 
1. Introdução

     Os costões rochosos são ecossistemas costeiros presentes em todo o mundo na região intermediária entre a terra e o mar, tanto na borda continental (Arraial do Cabo e Rio de Janeiro), quanto em ilhas costeiras ou oceânicas. No Brasil, os costões rochosos são formados por afloramentos do escudo cristalino presentes ao longo da costa, do Nordeste ao Sul. As regiões Sudeste e Sul concentram a maioria dos costões rochosos brasileiros, devido à proximidade da Serra do Mar com o litoral, que em alguns pontos, chega a alcançar a água. Os principais costões rochosos da nossa costa estão entre Cabo Frio (RJ) e o Cabo de Santa Marta (SC).
     Os costões rochosos são muito dependentes da variação das condições atmosféricas. Os parâmetros que mais influenciam os costões são a temperatura e o hidrodinamismo (marés e o batimento das ondas). Parte deste ambiente se encontra na região entremarés e fica acima do nível do mar duas vezes ao dia em virtude das marés baixas.


2. Desenvolvimento

Foi observado um costão rochoso na praia dos cavaleiros na região de Macaé - RJ, sob condições atmosféricas favoráveis, mar calmo e temperatura aproximada de 28°C. O costão apresentava fauna e flora abundantes. A grande diversidade de espécies presentes nos costões rochosos fazem com que, neste ambiente, ocorram fortes interações biológicas, como consequência da limitação de substrato ao longo de um gradiente existente entre o hábitat terrestre e o marinho (Biocenose). Diante das limitações desse ambiente (hidrodinamismo, dessecação, luminosidade e salinidade), os organismos desenvolveram adaptações importantes, quais sejam: algumas espécies tiveram que desenvolver um exoesqueleto para melhor proteção e fixação no costão. Diversos tipos de algas encontravam-se presentes.


3. Material básico

3.1. Instrumentos e Materiais de Uso Comum

Bandeja para coleta de amostras, Peneira, Canivete e luvas.

3.2. Materiais Diversos

Faca e microscópio.

4. Organismos e Estruturas Observadas

Esponjas, Algas verdes, Algas Vermelhas, Algas Pardas, Caranguejos, Anêmonas, Poliquetas, Tubos de Poliquetas, Cracas, Mexilões, Ouriço-do-mar. 
(Caranguejo e Ouriço-do-mar)
              
(Algas Verdes)

(Cracas e Mexilhões)
                           
(Tubos de Poliquetas)

5. Organismos Coletados

Ouriço do mar e tubos de poliquetas.

6. Coleta de Material

                Para a coleta dos organismos e posterior dissecação foi utilizada a técnica de catação para o ouriço-do-mar e raspagem para os tubos de poliquetas.

7. Estratificação do Costão

                Os costões rochosos são muito dependentes da variação das condições atmosféricas. Os parâmetros que mais influenciam os costões são a temperatura, hidrodinamismo, luminosidade e a dessecação.
A zonação vertical refere-se à distribuição das diferentes espécies de organismos em faixas horizontais ao longo dos costões rochosos, onde a abundância de cada espécie vai ser maior na faixa em que os parâmetros ambientais são mais propícios à sua estratégia de vida. Com base na zonação, podemos distinguir classicamente o costão rochoso quanto à ocorrência dos organismos marinhos em:

– Supralitoral – Faixa emersa de forma perene. Seu limite superior é onde os respingos de água salgada das ondas não chegam e, por este motivo, cessa a ocorrência dos organismos marinhos. A área dessa faixa
é proporcional à dinâmica das ondas: regiões de intenso batimento e com ondas grandes apresentam um extenso supralitoral. Nessa zona não foi observado nenhuma forma de vida.


– Mediolitoral – Região entre marés, com o limite inferior na baixa-mar de quadratura e o superior variando em função da maré alta associada ao batimento de ondas. Zona com alternância de total imersão e total emersão, tendo sua extensão definida pela amplitude das marés. Apresenta espécies adaptadas a elevado hidrodinamismo, com nítida zonação. Possui a faixa superior com alta diversidade de espécies de algas. A área logo abaixo fica ocupada por invertebrados sésseis filtradores, inicialmente, por cracas, e na parte inferior por mexilhões e carangueijos, na subzona limite, quase chegando ao infralitoral, algumas espécies de anêmonas.

– Infralitoral ou sublitoral – tem o limite superior abaixo da faixa de maré vazante e o inferior no desaparecimento das macroalgas. O tamanho dessa zona é muito variável, dependendo inclusive da transparência da água. Caracteriza-se por apresentar organismos que não suportam condições de exposição ao ar atmosférico, apesar de esse precedente possuir a maior diversidade de espécies entre as zonas do costão, ouriços-do-mar, corais-moles, peixes e diversos outros organismos.

                                                     (costão mostrando de forma clara a estratificação) 
                                                                                                            

8. Análise das Amostras

8.1. Ouriço–do-mar

Seu esqueleto é rígido e sua superfície é dura, formada por placas de calcário denominada teca. O corpo é coberto de espinhos. Existem pequenos pés com ventosas. O orifício anal e o genital estão localizados na parte superior do ouriço-do-mar. A boca se assemelha a uma garra, está localizada na parte inferior e tem algumas lâminas que se assemelham a dentes virados para dentro.




8.1. Tubos de Poliquetas
                Polychaeta é uma classe de anelídeo que inclui cerca de 8.000 espécies de vermes aquáticos. A grande maioria das espécies é típica de ambiente marinho, mas algumas formas ocupam ambientes de água doce ou salobra. O nome deriva do grego poly + chaeta que significa muitas cerdas, numa referência às cerdas que lhes cobrem o corpo. Muitas espécies de poliquetas são coloridas e algumas são mesmo iridescente. As poliquetas distribuem-se na coluna de água desde a zona intertidal até profundidades de 5.000 metros. No conjunto, os poliquetas medem 5 a 10 cm de comprimento em média, mas há espécies com apenas 2 milímetros e outras que atingem 3 metros.
                As poliquetas utilizam seu material excretado juntamente com a areia para construir dutos para sua locomoção e proteção, material esse que serve para fixação de outros organismos, formando uma Biocenose.
                Foi analisado um fragmento deste material e constatou-se que, além das estruturas supracitadas, foram observados diversos outros organismos em seu interior. Na superfície externa foram encontrados indícios de formação de coral.

    (Estrutura formada pelas secreções das poliquetas e areia)
9. Conclusão
            Após intensa observação do ambiente e minunciosa análise das espécies coletadas e visualizadas, observamos uma rica diversidade biológica encontrada no local. Apesar de encontrar-se em área urbana, constatamos que esse ecossistema apresenta-se em boas condições, não tendo sofrido danos consideráveis diante do impacto iminente da proximidade com o homem.

Fontes: CORBINEAU, ANA DUNEY. VARIAÇÃO temporal (1997-2002) das comunidades bentônicas da zona entre - marés de costões rochosos da ilha dos Lobos, baía de Guanabara 2004 73s. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Biologia Marinha)- Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004.




Alunos: Alexandre da Costa Nunes dos Santos            
              Roberta Feijo Alves
              Elaine Areias de Oliveira                                  
              Izaura da Silva Arêas Mota                              



















Roberta Feijó                                                   

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mais sobre o Projeto TAMAR

   Até o início dos anos 80, quando o Projeto Tamar/ICMBio foi criado, os escassos registros disponíveis já sugeriam a existência de um número significativo de desovas de tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira, desde o Rio de Janeiro até o Amapá. Segundo relatos de pescadores e alguns historiadores, já nesse tempo identificava-se uma redução drástica dessas populações, possivelmente algo em torno de 60%, segundo estimativas não oficiais da época.
   Há uma explicação simples para o fato: as tartarugas marinhas são altamente migratórias, muitas vezes desovando em um país e se alimentando em outro; têm um ciclo de vida complexo e longo, com maturação sexual tardia, após 25 anos, atingindo a idade adulta somente aos 30 anos. Por essas e muitas outras razões, a recuperação de suas populações é lenta.
   Mais grave ainda é que este ciclo biológico estava interrompido, pois as fêmeas que chegavam à praia para desovar quase sempre eram mortas e seus ovos coletados - e muitos animais eram capturados pela pesca, fato que ainda acontece até hoje.
   Por isso, ao ser criado, a principal missão do Tamar foi restaurar o ciclo interrompido, proteger as desovas, promover a sobrevivência e a recuperação das populações das cinco espécies de tartaruga marinha que ocorrem no Brasil, mantendo-as em níveis saudáveis e capazes de cumprir suas funções ecológicas.

 Bases do TAMAR



RIO DE JANEIRO
Atafona - Bacia de Campos
Caixa Postal 122901, CEP 28200-970, São João da Barra-RJ.
      Situada no litoral norte, abrange 53 quilômetros de praias. A tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) é a única a desovar na área. Na temporada de desova 94/95 nasceram nesta base 49 tartarugas albinas.

(Eu e meu filho Fábio em Grussaí-São João da Barra/RJ)

(Fotos feitas pelo repórter fotográfico Antônio Cruz, de uma soltura de tartarugas marinhas feita pelo Projeto Tamar, no Porto do Açu. Fonte:Folha da Manhã Online)
 (Fotos feitas por mim também em Grussaí)




Um Abraço!
Roberta Feijó

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MMA orienta municípios sobre criação de unidades de conservação.

Brasília - O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está distribuindo o Roteiro para Criação de Unidades de Conservação Municipais. Uma tiragem de 2 mil exemplares está sendo encaminhada a prefeituras e organizações não governamentais (ONGs) de todo o país. O roteiro, de 66 páginas, foi elaborado pelos técnicos especializados do Departamento de Áreas Protegidas (DAP) do MMA, João Carlos de Oliveira e José Henrique Barbosa.

De acordo com Barbosa, o objetivo é facilitar o entendimento do tema para os gestores ambientais municipais e demais interessados, além de explicar, de forma simplificada, como criar uma unidade de conservação. O roteiro busca ainda conscientizar os gestores municipais de que unidades de conservação podem evitar ou diminuir acidentes naturais ocasionados por enchentes e desabamentos, além de proporcionar a geração de emprego e renda e a manutenção da qualidade do ar, do solo e dos recursos hídricos.

“A intenção é auxiliar os municípios a dar um importante passo para garantir a proteção de recursos hídricos, paisagísticos e da biodiversidades para as gerações futuras. É um documento que auxilia o desenvolvimento e o ordenamento local”, afirmou.

“Estamos no Ano Internacional das Florestas, e o material foi lançado em uma boa hora. É importante construir uma massa crítica da importância das unidades de conservação e acreditamos em um grande número de visitações no material online", acrescentou. Esse material está disponível para download
no site http://www.mma.gov.br/sitio/index.phpido=publicacao.publicacoesPorSecretaria&idEstrutura=146

De acordo com José Henrique Barbosa, a expectativa é que a sociedade se aproprie dessa informação e auxilie as politicas publicas no caminho de criar mais unidades de conservação. “E, uma vez criadas, é extremamente importante que elas sejam cadastradas, pois só com o cadastro podem receber certos recursos do governo”, concluiu.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente;jsessionid=5BE5C57457ED14033E09FCB54DB7D91F?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3175359
Autor(a)/Créditos: Da Agência Brasil
Os direitos autorais desta notícia pertencem ao(s) autor(es) e veículo citados. Ao copia-la, cite a origem.

Um Abraço.
Roberta Feijó

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Para analistas, tragédia no Rio deve ser levada em consideração no debate do novo código florestal

Brasília - A destruição causada pelas fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, com mais de 600 mortes contabilizadas até agora, forçosamente será levada em consideração pelos deputados federais no debate sobre o novo Código Florestal Brasileiro, cujo relator é o deputado Aldo Rebelo (PDdoB-SP). Para o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eleazar Volpato, as flexibilizações propostas no relatório do deputado Aldo Rebelo agravam “de forma absoluta” a situação das ocupações de morros e encostas em toda a região da Mata Atlântica.

Ele destacou que, pelo relatório, as chamadas áreas ocupadas, mesmo que estejam em Áreas de Proteção Permanente (APP) ou reservas legais, poderão continuar sendo usadas por moradores ou para fins de exploração comercial. “O que aconteceu no Rio de Janeiro é de uma irresponsabilidade, eu diria até mesmo um sacrilégio. Praticamente 'liberou geral' naquelas cidades”, disse Volpato sobre as construções em áreas de encostas nas cidades serranas do estado do Rio.

Caso o código seja aprovado pelo Congresso da forma como está, o acadêmico destacou que todas as pessoas atingidas pelas enchentes, mesmo quem perdeu parentes e bens materiais, poderão permanecer nos mesmos locais condenados, pois o projeto os considera “áreas consolidadas”.

Especialista no código florestal, o professor Volpato disse que, diante das agressões ao meio ambiente, “a natureza vai responder, e é o que está acontecendo nesses casos de desmoronamentos e enchentes [decorrentes das fortes chuvas que caem na região serrana do Rio]. Tem que se limitar o uso humano [ocupação irregular da terra] porque o coice da natureza está aí”.

Já o professor de geociências da Universidade de Brasilia, João Willy Rosa, o problema passa também pela legalidade das ocupações. Para ele, é comum, nas cidades, a falta de zoneamento para definir o tipo de ocupação, urbana ou rural, que é possível. Três critérios são fundamentais e devem obrigatoriamente, segundo o professor, ser levados em consideração nessa análise: o clima da região, a inclinação das encostas e os tipos de solo e de rocha.

Willy Rosa ressaltou que, independentemente do clima da região, qualquer vegetação que seja retirada de encostas de morros para exploração agropecuária ou ocupação humana, deixará o solo mais exposto a deslizamentos.

O professor de geociência da UnB criticou a falta de políticas municipais de ocupação de solo e disse que a presidenta Dilma Rousseff tem razão quando afirma que as tragédias de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo ocorreram porque as pessoas construíram casas as áreas de risco por falta de alternativa.

Ele destacou que programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, precisam de licença das prefeituras na hora da escolha dos terrenos. Willy Rosa disse que, se essa escolha seguiir critérios técnicos, ajuda a minimizar o problema. “Não pode é querer trocar as residências por votos e dizer que não tem problema [construir em áreas de risco]".

Para Andre Lima, ambientalista e consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica, a liberação de atividades econômicas em áreas de encosta, prevista na proposta em discussão na Câmara, agravará o problema vivido hoje por muitos municípios brasileiros. “Isso está diretamente ligado a área de risco. Não adianta querer jogar o problema para os prefeitos. Diante das pressões [econômicas e políticas], ele vai se embasar na lei”, afirmou.

As mudanças propostas, segundo André Lima, consolidam o uso e a exploração econômica e também de ocupação urbana de áreas de proteção permanentes. “Existe um total conexão. As áreas de consolidações rurais flexibilizam para a ocupação urbana”, disse ele.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente;jsessionid=8BE3515F4FBCF7FAC411FDA236C076AB?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3166600
Autor(a)/Créditos: Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil

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Fotos de Bom Jardim - Cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro



 (foto tirada da janela da casa do meu irmão)

Quem puder ajudar, procure a Cruz Vermelha da sua cidade

Um Abraço!
Roberta Feijó.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Proteína restaura memória...

   Um grupo de pesquisadores do Centro em Ciência da Saúde na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, conseguiu restaurar a memória e a capacidade de aprendizagem em um modelo animal da doença de Alzheimer.

  No estudo, a recuperação foi verificada em camundongos que tiveram aumentada a quantidade de uma proteína chamada CBP. Segundo os autores, trata-se da primeira demonstração de que a CBP, que libera a produção de outras proteínas essenciais para a formação de memórias, pode reverter consequências da doença hoje incurável.

  Os resultados da pesquisa serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

  De acordo com os cientistas, o estudo aponta para um novo caminho para o desenvolvimento de terapias para Alzheimer, forma mais comum de demência que afeta mais de 25 milhões de pessoas no mundo.

  Em pacientes com a doença, o acúmulo da proteína beta-amiloide bloqueia a formação de memória ao destruir as sinapses, regiões em que os neurônios compartilham informações. Outra proteína, a tau, forma emanharados neurofibrilares que se depositam no interior dos neurônios.

  Aumentar a quantidade de CBP não altera a fisiologia da beta-amiloide ou da tau, mas atua em um mecanismo de recuperação diferente, ao restaurar a atividade da proteína CREB e elevar os níveis de outra proteína, chamada BDNF.

  “A CBP pode funcionar como um efeito dominó entre as proteínas que transportam sinais das sinapses aos núcleos dos neurônios. Levar informação aos núcleos é necessário para a formação de memórias de longo prazo”, disse Salvatore Oddo, um dos autores do estudo.

  O grupo produziu geneticamente um vírus capaz de levar a CBP ao hipocampo, região no cérebro fundamental para a consolidação de memórias e para a aprendizagem.

  Aos seis meses de idade, quando a entrega da CBP foi realizada, os camundongos modificados geneticamente estavam com perdas cognitivas semelhantes às verificadas no Alzheimer.

  Os animais foram avaliados em um labirinto, onde tinham que lembrar a localização de uma plataforma de saída. Camundongos tratados com CBP foram comparados com outros que receberam apenas placebo e com um terceiro grupo, de animais normais.

  A eficiência em escapar do labirinto foi usada como sinal de formação de memória e de aprendizagem. No modelo com Alzheimer, o rendimento do grupo com CPB foi idêntico ao observado nos animais normais, sem a doença, e muito superior ao grupo que recebeu placebo.

  O artigo cAMP-response element binding protein binding protein gene transfer increases brain-derived neurotrophic factor levels and ameliorates learning and memory deficits in a mouse model of Alzheimer's disease (10.1073/pnas.1012851108), de Salvatore Oddo e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em http://www.pnas.org



Autor(a)/Créditos: Agência FAPESP

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vida Onde Não Se Imaginava

Agência FAPESP – As chances de existir vida em outros planetas acaba de aumentar. Pelo menos de acordo com o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (2/12) pela Nasa, a agência espacial norte-americana, que destaca a descoberta de um organismo que cresce onde não se imaginava que pudesse existir vida.

O anúncio, transmitido para todo o mundo pela internet, refere-se ao estudo feito por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e colegas e publicado na nova edição da revista Science.

Os cientistas descobriram uma bactéria (linhagem GFAJ-1 da família Halomonadaceae) capaz de sobreviver e de prosperar em um ambiente cheio de arsênio. O elemento químico, até então, era considerado altamente tóxico a quase todos os seres vivos.

Da baleia à bactéria Escherichia coli, passando pelo homem e todos os mamíferos, os organismos terrestres dependem dos mesmos seis elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo e enxofre.

A bactéria que acaba de ser descrita é a primeira exceção. E essa inusitada forma de vida não foi encontrada em outro planeta, como inicialmente deu a entender o aviso feito pela Nasa no início da semana, de que divulgaria “uma descoberta em astrobiologia que impactará a busca por evidência de vida extraterrestre”. A bactéria foi encontrada mesmo no hipersalino e altamente tóxico lago Mono, na Califórnia.

Não é uma vida extraterrestre, mas, segundo a Nasa, a descoberta amplia a busca por formas de vida desconhecidas, tanto na Terra como fora dela. Até agora, a busca tem se voltado a planetas com circunstâncias semelhantes às que se consideravam fundamentais para a existência de vida.

Ambientes venenosos – pelo menos para a maior parte dos habitantes da Terra –, como lotados de arsênio, passam a contar. A bactéria é a mais nova personagem entre os organismos extremófilos, capazes de sobreviver em condições extremas e prejudiciais à maioria das formas de vida terrestres.

Após recolher amostras da bactéria no lago californiano, Felisa e colegas realizaram experimentos em laboratório com o organismo. Verificaram que a GFAJ-1 foi capaz de transformar arsênio em fosfatos e até mesmo dispensar o fósforo. O arsênio substituiu o fósforo até mesmo no DNA da bactéria, que continuou a crescer.

“Conhecíamos microrganismos capazes de respirar arsênio, mas agora encontramos um que faz algo totalmente novo: constrói partes de si mesmo com arsênio. Se algo aqui na Terra pode fazer algo tão inesperado, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos?”, disse Felisa.

“A definição de vida acaba de se expandir. À medida que prosseguimos em nossos esforços para procurar por sinais de vida no Sistema Solar, teremos que pensar mais ampla e diversamente e considerar vidas de que não tínhamos conhecimento”, disse Ed Weiler, administrador da divisão de ciência da Nasa.

O artigo A Bacterium that Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus (10.1126/science.1197258), de M.Thomas Gilbert e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/science.1197258

Fonte: http://biologias.com/noticias/



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Repassando Mensagem do Greenpeace

Olá, ciberativista
A frase “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” nunca fez tanto sentido como na 16ª Conferência do Clima (COP16), que acontece em Cancún um ano após o fracasso da 15ª conferência em Copenhague.
As expectativas de se obter um consenso sobre as responsabilidades de cada país no controle do aquecimento global e um comprometimento legal entre eles são quase zero. O Greenpeace está na conferência e mantém a pressão sobre os governos. Siga-nos no Twitter e no Facebook para acompanhar o que acontece na COP16, ou entre direto no nosso site e no blog para ler as últimas notícias.
Os desastres ambientais causados pelas mudanças climáticas, como secas recordes e tempestades violentas, mostram que a demanda por um acordo de controle do aumento da temperatura global continua urgente.
Se os representantes de Estado não querem ficar com a imagem de que estão a passeio em Cancún, precisam avançar nos debates. Os pontos que queremos ver resolvidos englobam a decisão sobre o futuro do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, um fundo que financiará a adaptação dos países para uma economia de baixo carbono e mecanismos de proteção de florestas nativas (conhecido como REDD).
Abraço.

Nicole Oliveira
Coordenadora da Campanha de Clima do Greenpeace Brasil 
(E-mail recebido em 02/12/2010)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Projeto Piabanha

       O histórico do Projeto Piabanha consiste na evolução de idéias preservacionistas de um grupo de pescadores e amigos em uma organização ambiental. É regida pela Associação de Pescadores e Amigos do rio Paraíba do Sul, uma organização da sociedade civil de interesse público municipal, sem fins lucrativos, fundada no ano de 1998, com sede e foro na comarca de Itaocara, município da região noroeste fluminense.


         Em 1999, o Projeto Piabanha iniciou o programa de reprodução induzida da piabanha para repovoamento dos rios Pomba e Paraíba do Sul. O ano seguinte foi marcado pela realização de pesquisas com as universidades e instituições científicas, assim como o início de um programa focado na educação ambiental. O cadastramento de pescador artesanal e atendimento aos produtores rurais surgiram em seguida.



           O Projeto Piabalha vem desde 1998 desenvolvendo diversos projetos na área ambiental beneficiando diretamente toda região noroeste fluminense.

Conheça alguns dos projetos...

Conservação da Flora do Domínio das Ilhas Fluviais do Curso Médio Inferior do Rio Paraíba do Sul
Programa de Ordenamento Pesqueiro
Levantamento do Potencial Pesqueiro
Educação Ambiental através de Peça Teatral
Plantando o futuro I e II
Fomento à Pscicultura

                  No ano de 2003, o Projeto Piabanha assinou um convênio com três instituições – Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (PESAGRO), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (EMATER-RIO), Prefeituras Municipais de Itaocara – visando a construção das novas instalações para o novo núcleo do Projeto Piabanha denominado, em uma extensa área cedida pela PESAGRO, em Itaocara – RJ
                 Atualmente, o projeto Piabanha apresenta o maior plantel de reprodutores de espécies nativas em processo de extinção da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, além de trabalhar com a reprodução induzida de espécies voltadas para o fortalecimento da piscicultura regional.

Aula Prática - Conhecendo as instalações do Projeto.

Euzinha recebendo o material para divulgação
Alunos da Biologia


Guilherme (Diretor Técnico) 
 Vicente - IFF Campos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cronobiologia explica como o corpo humano se ajusta ao horário de verão


O horário de verão começou à meia-noite de sábado para domingo (16-17/10) e os relógios deverão ser adiantados em uma hora. Se para algumas pessoas isso significa apenas mais uma hora de dia claro, para outras é sinônimo de sonolência e mau humor. Isso ocorre porque a mudança não ajusta somente os relógios que temos à nossa volta, mas altera também nosso relógio biológico. A pesquisadora do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Lúcia Rotenberg explica que o nosso corpo apresenta diversos ritmos biológicos, ou seja, fenômenos que se expressam de maneira periódica, indo desde a secreção de um hormônio até um comportamento, como o sono e a vigília. Estes ritmos são controlados por uma estrutura do sistema nervoso (o núcleo supraquiasmático) localizada no hipotálamo anterior, região do cérebro que atua como principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais. Esta estrutura é denominada “relógio biológico”, uma vez que é responsável pela temporização das funções biológicas.

A forma como cada indivíduo vivencia as alterações de horário depende da característica genética de cada um, pois as pessoas apresentam cronotipos diferentes.

Características herdadas geneticamente e informações cíclicas do ambiente interferem no nosso relógio biológico. Em condições normais, está adaptado ao ambiente externo. No entanto, quando o ambiente se modifica – como no horário de verão –, o organismo também precisa se ajustar. É o mesmo fenômeno que ocorre quando cruzamos fusos horários. “Os horários que regulam nossas vidas, como parte do ambiente social onde estamos inseridos, podem interferir em nosso relógio biológico”, sintetiza.

Se todos têm um relógio biológico e ritmos biológicos funcionando de forma semelhante (somos uma espécie diurna), por que a mudança para o horário de verão afeta algumas pessoas e outras não? A cronobiologia dá a resposta. “A forma como cada indivíduo vivencia as alterações de horário depende da característica genética de cada um, pois as pessoas apresentam cronotipos diferentes. Algumas pessoas são do tipo matutino, com maior predisposição genética para realizar suas tarefas bem cedo. Essas pessoas têm o relógio biológico adiantado e, por isso, tendem a dormir cedo e levantar cedo. Outras são vespertinas, ou seja, tendem a dormir tarde e acordam mais tarde”, a pesquisadora descreve. De acordo com a especialista, a tendência matutina ou vespertina também se expressa em outros ritmos biológicos, como o ciclo de temperatura corporal. “O pico de temperatura do corpo é atingido mais cedo pelos matutinos do que nos vespertinos”, destaca.

A pesquisadora explica que as pessoas matutinas costumam sofrer mais com a alteração do horário. Há indícios de que pessoas que tendem a dormir pouco (chamadas de pequenos dormidores) também apresentariam maior dificuldade em relação à implantação do horário de verão. “Enquanto o organismo não se ajusta completamente ao novo horário, as pessoas se sentem mais irritadas e mal-humoradas, com sensação de cansaço e sono durante o dia”, ressalta. “No entanto, esse desconforto fica restrito aos primeiros dias e a queixa costuma ir embora em até uma semana depois da implantação do novo horário”, completa, acrescentando que este é um tema ainda pouco investigado.


Um Abraço.





terça-feira, 28 de setembro de 2010

ONG britânica escolhe Fotógrafo de Meio Ambiente de 2010

A edição de 2010 do prêmio Fotógrafo de Meio Ambiente do Ano da ONG britânica Instituto para a Gestão do Meio Ambiente e da Água (CIWEM, na sigla em inglês) premiou o alemão Florian Schulz pelo registro de um grande grupo de arraias na costa do México.

A competição aceita inscrições de amadores e profissionais contanto que seus trabalhos reflitam questões climáticas, sociais e a natureza.

Criado em 2008, o prêmio já é considerado uma referência internacional.

As fotos são julgadas em cinco quesitos: impacto, criatividade, originalidade, composição e qualidade técnica.

Os vencedores das diversas categorias do concurso irão participar de uma mostra na galeria londrina The Air entre 25 e 30 de outubro.

Alex Marttunen foi finalista da categoria Sub-16. Intitulada 'Lar, Doce Lar', a foto mostra um caranguejo usando o gargalo de uma garrafa em vez de uma concha


 
 A vencedora da categoria Mundo Natural foi Bence Mate, com esta foto na qual um beija-flor e uma cobra parecem se preparando para se enfrentar



 
 A foto de uma foca, feita a dois metros de profundidade na Estônia, foi uma da finalistas da categoria Submarina. O fotógrafo é Kaido Haagen



 A foto de arraias na costa do México foi escolhida a vencedora da edição 2010




A categoria Jovem Fotógrafo de Meio Ambiente do ano foi vencida por Radoslav Valkov, de 20 anos. Ele capturou a imagem de uma mosca bebendo água



Um Abraço!!!


domingo, 11 de julho de 2010

O tubarão

Foto de Terry Goss - © 2006 - Tirada na Ilha de Guadalupe, México. Fonte: Wikipédia


Os tubarões são animais muito importantes para o equilíbrio de quase todos os ecossistemas marinhos.
Estas criaturas tem fama de serem terríveis assassinos. Na realidade, poucas espécies representam algum tipo de risco para o homem.
Os tubarões tiveram suas populações drasticamente reduzidas neste último século e muitas espécies se encontram em situação de grande perigo. Mais de 30 espécies de tubarão estão em risco no Brasil (quase 40% das espécies presentes em nossa costa). No mundo, cerca de 100 milhões deles são capturados por ano, a maioria para a obtenção de cartilagem. Uma das práticas comuns da pesca predatória (finning) é arrancar as nadadeiras e devolver o animal vivo para o mar, onde ele afunda e agoniza até morrer.
A imagem de "assassino implacável" esconde o real fato de que estão sendo dizimados por um inimigo bem mais terrível, o homem.


Algumas espécies importantes:
 www.biologo.com.br/tubarão


Aquário de Santos

Museu do Mar

Aquário de Santos
Fotos by Roberta Feijó

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Olho Vivo no Dinheiro Público!

 A Controladoria-Geral da União lançou a 4ª edição de seu Concurso de Desenho e Redação.

“Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?” Essa é a pergunta apresentada aos estudantes do Ensino Fundamental e Médio, de todo o país, como tema do 4º Concurso de Desenho e Redação da Controladoria-Geral da União (CGU). O concurso, lançado nesta semana, visa a despertar nos estudantes o interesse pelo controle social, a ética e a cidadania por meio da promoção da reflexão e do debate no ambiente escolar.

As escolas interessadas em participar do Concurso deverão acessar o site Criança Cidadã – Portalzinho da CGU no endereço eletrônico www.portalzinho.cgu.gov.br/concursos, onde encontrarão o material de divulgação, o regulamento do concurso, a ficha de inscrição e os formulários de realização dos trabalhos.

Sobre o Concurso


Os desenhos concorrerão nas categorias 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano e 5º ano do ensino fundamental. Já as redações serão divididas nas categorias 6º ano, 7º ano, 8º ano e 9º ano do ensino fundamental, Ensino Médio (1º ao 3º ano) e Educação de Jovens e Adultos. Os primeiros colocados de cada categoria receberão certificado e um computador; os segundos colocados, certificado e uma máquina fotográfica digital; e os terceiros, certificado e um aparelho de DVD. Os professores dos primeiros colocados também ganharão um computador.

As escolas que elaborarem estratégias para sensibilizar e mobilizar seus alunos em torno do tema do concurso também poderão concorrer ao título de Escola-Cidadã. As escolas responsáveis pelos três melhores planos receberão, cada uma, um computador, uma máquina fotográfica digital e um aparelho de DVD, além de certificado e troféu.

A avaliação dos trabalhos será feita por Comissão Julgadora, a ser designada pela CGU, e o anúncio dos melhores em cada categoria ocorrerá até 19 de novembro de 2010. Os prêmios serão entregues pessoalmente aos vencedores, no mês de dezembro de 2010, por ocasião das comemorações do Dia Internacional Contra a Corrupção.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mulher, você merece algo melhor do que o cigarro



31 de MAIO   " Dia Mundial sem Tabaco"


Esse ano, a Organização Mundial da Saúde, OMS, escolheu como tema para as atividades comemorativas do Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, "Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres".

As ações visam a alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e acerca dos males que seus produtos causam à saúde da população e ao meio-ambiente.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer, INCA, desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan “Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!”. As peças trazem a imagem de flores como um contraponto à do cigarro. As flores representam proteção ao meio-ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro que representa desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.
 
Tabagismo feminino e sua complexidade

Questão de saúde pública
Para o enfretamento do tabagismo feminino, um dos desafios para a Saúde Pública no século XXI, é necessário entender o fenômeno globalmente e agir localmente, com estratégias inovadoras e mais adequadas às novas necessidades, aqui incluídas a construção social e compartilhada de conhecimentos e habilidades para encarar esse desafio. A magnitude do fenômeno do tabagismo ultrapassa as questões específicas do biológico e traz consequências na vida social, cultural e econômica.

Observa-se que os estudos científicos relacionados ao fumar feminino abordam a palavra gênero com sinônimo de sexo, numa abordagem biológica. É somente a partir da década de 1970 que surge a elaboração do gênero como conceito, decorrente da necessidade de aprofundamento da compreensão de determinadas questões relacionadas à sexualidade, à família e à herança, entre outros. Este conceito trouxe não só visibilidade à opressão da mulher e ao conjunto de relações sociais opressoras de sexo/gênero que as mulheres vivenciavam, mas possibilitou também maior entendimento sobre a questão.

Epidemiologia do tabagismo
O tabagismo feminino traz uma nova preocupação para a saúde pública. Os dados epidemiológicos do tabagismo feminino sob a ótica da leitura sociológica identificam três tendências – a pauperização, a juvenilização e a feminização.

A tendência de crescimento do tabagismo feminino ao longo das últimas décadas aponta para um quadro extremamente complexo, em que problemas emergentes se articulam aos anteriores e onde questões de saúde reprodutiva se associam às não-reprodutivas. O uso do tabaco potencializa os riscos, por exemplo, das associações entre doenças cardiocerebrovasculares e a contracepção hormonal e, nas patologias tradicionais, as relacionadas à gravidez e ao parto. As tendências epidemiológicas do tabagismo apontam para um problema que, dentro de poucos anos, será majoritariamente feminino.

Impacto do tabagismo na saúde da mulher

As principais causas de morte na população feminina hoje são, em primeiro lugar, as cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico); em segundo, as neoplasias – mama, pulmão e colo de útero; e, em terceiro, as doenças respiratórias. É possível perceber que as três causas podem estar relacionadas ao tabagismo, sendo que o câncer responsável pela maioria das mortes femininas (mama) já foi ultrapassado em incidência pelo de pulmão entre mulheres em diversos países desenvolvidos.


Dados sobre o impacto do tabagismo para a saúde da mulher fumante

1. O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser 10 vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade.

2. Mulheres fumantes de dois ou mais maços de cigarros por dia têm 20 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que mulheres que não fumam

3. As mulheres têm risco maior de ter câncer de pulmão com exposições menores do que os homens. Adenocarcinomas ocorrem mais em mulheres fumantes do que em homens, e estão associados ao modo diferenciado de fumar (inalação profunda) e ou produtos voltados para a mulher.

4. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos.

5. Mulheres fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, devido ao efeito causado pelas taxas de concentração de nicotina no ovário.

6. As fumantes que fazem uso de contraceptivos orais apresentam risco para doenças do sistema circulatório, aumentando em 39% as chances de desenvolver doenças coronarianas e 22 % a de acidentes vasculares cerebrais.

7. Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a grávida é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

8. Um único cigarro fumado pela gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre seu aparelho cardiovascular.


Apague Essa Idéia!!!
Um Abraço.
  

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