segunda-feira, 30 de maio de 2011

Matheus, o garoto matador de passarinhos com medo de ir para o inferno

Gente esse vídeo deu no que falar...foram tantas visualizações que o nosso amiguinho vai fazer uma entrevista no programa da Eliane, e depois no fantástico...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ecologia e Conservação

Relatório de Trabalho de Campo


Ecossistema Costeiro – Costão Rochoso


Conhecendo o ecossistema costeiro: Costão rochoso.
 
1. Introdução

     Os costões rochosos são ecossistemas costeiros presentes em todo o mundo na região intermediária entre a terra e o mar, tanto na borda continental (Arraial do Cabo e Rio de Janeiro), quanto em ilhas costeiras ou oceânicas. No Brasil, os costões rochosos são formados por afloramentos do escudo cristalino presentes ao longo da costa, do Nordeste ao Sul. As regiões Sudeste e Sul concentram a maioria dos costões rochosos brasileiros, devido à proximidade da Serra do Mar com o litoral, que em alguns pontos, chega a alcançar a água. Os principais costões rochosos da nossa costa estão entre Cabo Frio (RJ) e o Cabo de Santa Marta (SC).
     Os costões rochosos são muito dependentes da variação das condições atmosféricas. Os parâmetros que mais influenciam os costões são a temperatura e o hidrodinamismo (marés e o batimento das ondas). Parte deste ambiente se encontra na região entremarés e fica acima do nível do mar duas vezes ao dia em virtude das marés baixas.


2. Desenvolvimento

Foi observado um costão rochoso na praia dos cavaleiros na região de Macaé - RJ, sob condições atmosféricas favoráveis, mar calmo e temperatura aproximada de 28°C. O costão apresentava fauna e flora abundantes. A grande diversidade de espécies presentes nos costões rochosos fazem com que, neste ambiente, ocorram fortes interações biológicas, como consequência da limitação de substrato ao longo de um gradiente existente entre o hábitat terrestre e o marinho (Biocenose). Diante das limitações desse ambiente (hidrodinamismo, dessecação, luminosidade e salinidade), os organismos desenvolveram adaptações importantes, quais sejam: algumas espécies tiveram que desenvolver um exoesqueleto para melhor proteção e fixação no costão. Diversos tipos de algas encontravam-se presentes.


3. Material básico

3.1. Instrumentos e Materiais de Uso Comum

Bandeja para coleta de amostras, Peneira, Canivete e luvas.

3.2. Materiais Diversos

Faca e microscópio.

4. Organismos e Estruturas Observadas

Esponjas, Algas verdes, Algas Vermelhas, Algas Pardas, Caranguejos, Anêmonas, Poliquetas, Tubos de Poliquetas, Cracas, Mexilões, Ouriço-do-mar. 
(Caranguejo e Ouriço-do-mar)
              
(Algas Verdes)

(Cracas e Mexilhões)
                           
(Tubos de Poliquetas)

5. Organismos Coletados

Ouriço do mar e tubos de poliquetas.

6. Coleta de Material

                Para a coleta dos organismos e posterior dissecação foi utilizada a técnica de catação para o ouriço-do-mar e raspagem para os tubos de poliquetas.

7. Estratificação do Costão

                Os costões rochosos são muito dependentes da variação das condições atmosféricas. Os parâmetros que mais influenciam os costões são a temperatura, hidrodinamismo, luminosidade e a dessecação.
A zonação vertical refere-se à distribuição das diferentes espécies de organismos em faixas horizontais ao longo dos costões rochosos, onde a abundância de cada espécie vai ser maior na faixa em que os parâmetros ambientais são mais propícios à sua estratégia de vida. Com base na zonação, podemos distinguir classicamente o costão rochoso quanto à ocorrência dos organismos marinhos em:

– Supralitoral – Faixa emersa de forma perene. Seu limite superior é onde os respingos de água salgada das ondas não chegam e, por este motivo, cessa a ocorrência dos organismos marinhos. A área dessa faixa
é proporcional à dinâmica das ondas: regiões de intenso batimento e com ondas grandes apresentam um extenso supralitoral. Nessa zona não foi observado nenhuma forma de vida.


– Mediolitoral – Região entre marés, com o limite inferior na baixa-mar de quadratura e o superior variando em função da maré alta associada ao batimento de ondas. Zona com alternância de total imersão e total emersão, tendo sua extensão definida pela amplitude das marés. Apresenta espécies adaptadas a elevado hidrodinamismo, com nítida zonação. Possui a faixa superior com alta diversidade de espécies de algas. A área logo abaixo fica ocupada por invertebrados sésseis filtradores, inicialmente, por cracas, e na parte inferior por mexilhões e carangueijos, na subzona limite, quase chegando ao infralitoral, algumas espécies de anêmonas.

– Infralitoral ou sublitoral – tem o limite superior abaixo da faixa de maré vazante e o inferior no desaparecimento das macroalgas. O tamanho dessa zona é muito variável, dependendo inclusive da transparência da água. Caracteriza-se por apresentar organismos que não suportam condições de exposição ao ar atmosférico, apesar de esse precedente possuir a maior diversidade de espécies entre as zonas do costão, ouriços-do-mar, corais-moles, peixes e diversos outros organismos.

                                                     (costão mostrando de forma clara a estratificação) 
                                                                                                            

8. Análise das Amostras

8.1. Ouriço–do-mar

Seu esqueleto é rígido e sua superfície é dura, formada por placas de calcário denominada teca. O corpo é coberto de espinhos. Existem pequenos pés com ventosas. O orifício anal e o genital estão localizados na parte superior do ouriço-do-mar. A boca se assemelha a uma garra, está localizada na parte inferior e tem algumas lâminas que se assemelham a dentes virados para dentro.




8.1. Tubos de Poliquetas
                Polychaeta é uma classe de anelídeo que inclui cerca de 8.000 espécies de vermes aquáticos. A grande maioria das espécies é típica de ambiente marinho, mas algumas formas ocupam ambientes de água doce ou salobra. O nome deriva do grego poly + chaeta que significa muitas cerdas, numa referência às cerdas que lhes cobrem o corpo. Muitas espécies de poliquetas são coloridas e algumas são mesmo iridescente. As poliquetas distribuem-se na coluna de água desde a zona intertidal até profundidades de 5.000 metros. No conjunto, os poliquetas medem 5 a 10 cm de comprimento em média, mas há espécies com apenas 2 milímetros e outras que atingem 3 metros.
                As poliquetas utilizam seu material excretado juntamente com a areia para construir dutos para sua locomoção e proteção, material esse que serve para fixação de outros organismos, formando uma Biocenose.
                Foi analisado um fragmento deste material e constatou-se que, além das estruturas supracitadas, foram observados diversos outros organismos em seu interior. Na superfície externa foram encontrados indícios de formação de coral.

    (Estrutura formada pelas secreções das poliquetas e areia)
9. Conclusão
            Após intensa observação do ambiente e minunciosa análise das espécies coletadas e visualizadas, observamos uma rica diversidade biológica encontrada no local. Apesar de encontrar-se em área urbana, constatamos que esse ecossistema apresenta-se em boas condições, não tendo sofrido danos consideráveis diante do impacto iminente da proximidade com o homem.

Fontes: CORBINEAU, ANA DUNEY. VARIAÇÃO temporal (1997-2002) das comunidades bentônicas da zona entre - marés de costões rochosos da ilha dos Lobos, baía de Guanabara 2004 73s. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Biologia Marinha)- Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004.




Alunos: Alexandre da Costa Nunes dos Santos            
              Roberta Feijo Alves
              Elaine Areias de Oliveira                                  
              Izaura da Silva Arêas Mota                              



















Roberta Feijó                                                   

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